Meu dia como designer de experiência é permeado por diversos sites. Enquanto acesso páginas de internet faço críticas mentais ao design, navegação, funcionalidades e, principalmente, ao conteúdo, pois, antes de ser um designer e desenvolvedor web, sou um consumidor e, como consumidor que todos nós somos, visito os sites de empresas em busca de algo específico, mas nem sempre encontro. Infelizmente, não encontrar o que procuro acontece com uma frequência bem maior do que deveria acontecer e sou forçado a buscar no Google. Apesar desta ser a ação esperada de todos, aí é que começam os problemas do empresário, porque a internet é uma terra sem lei e neste velho oeste ganha quem cai por último.

Consumidores visitam sites de empresas por diversos motivos, entre os mais comuns estão a busca por um telefone, endereço ou detalhes sobre um produto ou serviço, independente do motivo, esta visita é extremamente importante que o cliente encontre uma resposta pois, se ele não encontrar o que procura, pode procurar em outro lugar na internet, um lugar onde um concorrente pode aparecer primeiro nos resultados de busca do Google ou estar anunciando justamente o produto que o consumidor estava procurando.

Toda necessidade gera uma demanda de esforço, portanto, se um cliente precisa do endereço ou telefone de uma empresa e não encontrar no seu site oficial, ficará decepcionado, mas vai pesquisar em um mecanismo de busca até encontrar. Neste caso, a demanda de esforço se limita a fadiga do consumidor. Algumas empresas tentam vencer o cliente pelo cansaço, limitando as informações dos seus produtos e serviços no site para força-lo a entrar em contato pelo telefone, gerando gargalos imensuráveis no atendimento telefônico e perdendo clientes.

Enquanto empresas retrógradas pensam que o consumidor é uma ratinho indefeso, clientes perspicazes encontram na internet cada vez mais recursos para encontrar informações sobre uma empresa ou produto. Acontece que, quando a informação não está no site oficial da empresa, a informação está num site de reclamações, ou numa crítica em redes sociais, ou até, no site do concorrente, apresentando um produto que parece oferecer bem mais vantagens que o da empresa que procurava. Assim se perde um cliente e o concorrente agradece.

Moral da história? Em 2016, antes de otimizar o site da sua empresa para mecanismos de buscas, otimize o site para seu possível cliente. Invista num site com gerenciador de conteúdos de fácil manutenção, como WordPress, gere conteúdo de qualidade e insira as palavras-chaves pensando no consumidor do seu produto. A tendência da inteligência dos buscadores é, cada vez mais, dar valor a um conteúdo voltado para humanos, e não robôs.

Anúncios